terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dicas de como fazer compras mais sustentáveis

60% do lixo brasileiro é composto de materiais orgânicos. Parte dessa quantidade é de fato lixo, que pode passar por processos de compostagem, voltando a fazer parte do ciclo. Porém, parte dessa quantidade são alimentos que poderiam ter sido aproveitados antes de estragarem.

A situação é ainda mais grave quando se pensa que 65,8 milhões de brasileiros vivem em insegurança alimentar, que é a falta de acesso a alimentos. Além disso, 16% das crianças abaixo dos seus anos de idade são desnutridas.

Por isso, evitar o desperdício de alimentos é necessário não só para o meio ambiente, mas também para uma melhor qualidade de vida para a população.

Confira 10 dicas de como tornar o consumo de alimentos mais sustentável:

1. Só compre aquilo que realmente necessita. Fazer uma lista antes de ir ao mercado e comprar os itens anotados é uma maneira de não desperdiçar. Cuide também com as quantidades, para que os alimentos não estraguem antes de serem consumidos. O mesmo vale para itens não alimentícios, como roupas e eletrônicos – pense bem antes de escolher. Itens parados são caros para o meio ambiente.

2. Tente se informar sobre as marcas que consome, para verificar se os processos de produção são éticos e justos, assim como o preço praticado.

3. Quando comprar carnes, opte por comprar em açougues ou balcões de supermercado. As bandejas usam isopor, material prejudicial ao meio ambiente. Além disso, as embalagens prontas escondem uma parte da carne, que pode não ser de boa qualidade. Por fim, as bandejas não permitem a escolha exata da quantidade de carne adquirida, o que pode gerar desperdícios de alimento.

4. Pães frescos, de padaria, são menos prejudiciais ao meio ambiente que pães industrializados, que são embalados em plásticos e necessitam de mais transporte.

5. Quando um item é consumido em maior quantidade, opte por comprar embalagens maiores do que várias menores. Além de possivelmente economizar dinheiro, as embalagens maiores são mais econômicas para o transporte e produzem menos lixo.

6. Tente usar uma garrafa de água reutilizável, ao em vez de comprar várias embalagens. Além de evitar o uso e descarte das embalagens, a troca evita os os danos que a produção e transporte das embalagens causam no meio ambiente.

7. Opte por produtos com poucas embalagens, ou com embalagens de papel ao invés das de plástico, que são mais difíceis de serem recicladas.

8. Opte sempre que possível por alimentos frescos, ao invés daqueles que passaram por processos indústrias, evitando todo o tipo de gasto envolvido no processo, como energia, recursos naturais, transporte e embalagens.

9. Evite deixar alimentos se estragarem. Frutas podem ser usadas em bolos e geleias, enquanto verduras podem ser usadas em conservas, mantendo os alimentos por mais tempo.

10. Tente fazer somente a quantidade de comida necessária para aquela refeição, e reutilize as sobras. O site "Love Food, Hate Waste" indica as quantidades necessárias de alimentos por pessoa e dá dicas de como reutilizar determinados alimentos.

Fonte: Atitude sustentável

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Adidas quer adotar algodão sustentável até 2018


O Grupo Adidas apresentou a Estratégia Ambiental, um plano de 5 anos para reestruturar a abordagem da empresa para a gestão ambiental. Com a extensão de programas já existentes em todas as fases da cadeia de valor dos produtos, a empresa quer oferecer opções mais sustentáveis para os consumidores.

Uma das ações propostas é o compromisso da empresa em utilizar 40% de Better Cotton em 2015 e 100% até 2018. O Better Cotton é o algodão produzido com uma relevante redução do consumo de água e pesticidas na cultura e produção.

Outro ponto do plano é o chamado “Green Company”, que propõe a certificação das empresas do grupo Adidas. Cada sede agiria localmente, mas pensando em uma gestão global dos problemas ambientais.

No histórico de sustentabilidade da empresa estão a melhoria das condições de trabalho nas fábricas de fornecedores e suas comunidades.

Fonte: Uol

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ilha será 'movida' a óleo de coco e luz solar até 2012


Óleo de coco e luz solar serão as duas fontes renováveis de energia para a produção de toda a eletricidade da ilha de Tokelau, na Nova Zelândia. O sol será responsável por 93% do total, e o restante virá dos frutos dos coqueiros. A ilha no sul do Pacífico deve atingir o patamar totalmente sustentável até a metade de 2012, segundo o líder local Foua Toloa. Automóveis e alguns dispositivos de cozinha ainda usarão combustível de origem fóssil. As informações são da NewScientist.

A ilha de Tokelau, composta por três atóis, abriga 1,5 mil pessoas e consome cerca de 600 litros de combustível fóssil por dia atualmente - sendo esta a principal origem da energia elétrica do local. Querosene, gasolina e gás natural vêm da Nova Zelândia.

No meio do próximo ano, a ideia é que cada atol tenha uma usina de energia solar, com baterias para armazenar a eletricidade gerada durante o dia para o consumo durante a noite. Para suprir a demanda em momentos de alto consumo ou em períodos nublados, um gerador movido a óleo de coco será usado para abastecer as residências e recarregar as baterias do conjunto solar.

A área ocupada pelos painéis fotovoltaicos em cada atol deve ser de cerca de 200 metros quadrados, de acordo com Christopher Dey, da Universidade de Sidney, na Austrália. Quanto ao óleo vegetal, serão necessários 20 a 30 litros por dia, o equivalente a cerca de 200 cocos, segundo o estudo de viabilidade realizado pela Empower Consultoria, da Nova Zelândia. A empresa afirma que a quantidade torna o processo sustentável, considerando a presença abundante do fruto na região.

A ilha de Tokelau não será a primeira a ser 100% verde em termos de produção de energia. Em 2007, a ilha de Samso, na Dinamarca, se tornou a primeira a suprir sua demanda energética exclusivamente a partir de recursos renováveis. Com área duas vezes superior à de Manhattan, onde fica uma parte da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, a energia do local vem majoritariamente de usinas eólicas, que produzem 100 milhões de quilowatts hora por ano.

Os atóis neozelandeses também não mão são os únicos tentando atingir o patamar de sustentabilidade. El Hierro, a menor ilha das Canárias, na Espanha, que abriga 11 mil pessoas, também quer que toda a sua energia venha de fontes renováveis. A expectativa da região espanhola é atingir o objetivo até o final de 2011.

Fonte: Terra

domingo, 25 de setembro de 2011

Governo vai investir na produção de carvão e lenha sustentáveis


Pela primeira vez na história do país o Governo Federal decide investir recursos financeiros na melhoria do uso dos fornos de carvão e de lenha para combater a desertificação e promover a recuperação de áreas degradadas na região do semiárido do Nordeste brasileiro. Serão investidos mais de R$ 6 milhões em atividades relacionadas à fabricação de tijolos para a construção civil em fornos industriais e caseiros. A informação é do analista ambiental do Departamento de Desertificação da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Padilha.

Segundo ele, além da produção de tijolos, cerca de 35% da matriz energética do Nordeste brasileiro usa, como forma de energia e de combustível, a queima do carvão e da lenha. “Mas é a primeira vez que o governo trata esse setor de forma objetiva, direta e sintética com o intuito de transformá-lo em setor produtivo sustentável”, disse. Padilha informou que o diretor de Desertificação da SEDR do MMA, Francisco Campello, e técnicos da Caixa estão reunidos em Recife desde segunda-feira (19/9) para qualificar projetos do Fundo Nacional do Meio Ambiente que vão receber os recursos financeiros do Fundo Socioambiental da Caixa para esse setor.

Os projetos deverão atender a três temáticas ligadas à eficiência energética dos setores industriais (polos gesseiro e ceramista), porém, combinadas com o manejo sustentável da caatinga. Esses planos, resultado de um convênio firmado entre MMA e Caixa, são destinados à melhoria dos fornos industriais e à construção de fornos caseiros (fogões ecológicos) para fabricação de tijolos nas regiões da Chapada do Araripe, situada entre os Estados de Pernambuco, Piauí e Ceará; no entorno da Barragem do Xingó, localizada no rio São Francisco, e que atinge regiões de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia; e o Vale do Jaguaribe, Ceará.

A construção dos fogões ecológicos está condicionada ao uso da lenha e ao manejo sustentável da caatinga, bem como ao protagonismo das mulheres que atuam nesse setor da construção civil. Padilha explica que, além de atender às demandas da agenda ambiental, a concepção dos fornos ecológicos pressupõe o empoderamento do setor por parte das mulheres e visa à proteção da saúde feminina para diminuir e até mesmo erradicar a incidência de câncer entre elas. O fogão ecológico tem um sistema de isolamento térmico que evita o aquecimento acima da temperatura ambiente e, isso, previne a instalação da doença.

No âmbito do Fundo Nacional de Mudanças Climáticas os investimentos serão ampliados. “Mais de R$ 15 milhões serão destinados a projetos nas áreas afetadas por degradação e desertificação, sobretudo no semiárido, para execução de plano de manejo e prevê, dentre outras ações, a criação de jardins etnobotânicos”, disse ele. Tudo isso está incluído no Programa de Mudanças Climáticas e no de Combustíveis do Plano Plurianual (PPA) de 2012-2015 do governo federal.

Fonte: Maria Borba/ MMA

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Indústrias trocarão equipamentos para evitar gases nocivos


A troca de equipamentos em 386 indústrias nacionais é a principal medida para eliminar o consumo de hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), usados na manufatura de
espumas e em aparelhos de refrigeração e ar-condicionado.

Além de destruir a camada de ozônio, os HCFCs contribuem 2 mil vezes mais para o aquecimento global que o dióxido de carbono (CO2). O dinheiro para a alteração tecnológica nas fábricas sairá de um fundo de investimento de US$ 19,5 milhões para a implementação do Protocolo de Montreal e operado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e pela Agência de Cooperação Internacional Alemã.

O programa de troca de equipamentos começará pelo setor de produção de espumas, o que tem o maior potencial de destruição da camada de ozônio. O Ministério do Meio Ambiente registra também o vazamento de gases HCFCs de equipamentos de refrigeração instalados em supermercados.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 14/09/2011, p. A 16.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Município de Americana/SP reduz o consumo de 24 milhões de sacolas

Desde que foi lançada, em 2009, a campanha do Ministério do Meio Ambiente Saco é um Saco tem influenciado iniciativas e ampliado o debate sobre a redução do uso de sacolas plásticas pela população brasileira. Resultado dessa mobilização é a campanha municipal Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, de Americana (SP), que conseguiu reduzir o consumo de 24 milhões de sacolas plásticas em 2 meses. Os números são da Associação Paulista de Supermercados.

Para a coordenadora técnica da Saco é um Saco, Fernanda Daltro, a campanha do MMA iniciou o debate nacional sobre a temática. “E esta campanha de Americana é uma entre muitas de iniciativas locais para tratar a questão. É uma campanha bem-sucedida, contando com apoio do comércio e dos moradores da região”, avalia.

Mais de 5 bilhões de sacolas plásticas já deixaram de ser consumidas desde o início da campanha Saco é um Saco. O envolvimento da população superou a expectativa. A meta de reduzir em 10% o consumo de sacolas foi batida. O resultado da mobilização é a redução de 33% de sacolas.

Fonte: MMA

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sistema de descarte de óleo de cozinha para residências


O descarte incorreto de óleo de cozinha nas residências é um grande problema que agrava a poluição do solo e das águas. Um litro de óleo despejado pela tubulação convencional é suficiente para poluir cerca de 100m³ de água, encarecendo seu tratamento em 45%.

A empresa Eluma desenvolveu um sistema de descarte de óleo especialmente para prédios residenciais. Despejado por meio de uma tubulação de cobre em um reservatório apropriado, ele é armazenado e posteriormente descartado de forma adequada, evitando que chegue até a rede de esgoto.

O sistema já foi implantado em dois prédios, em Belo Horizonte (MG) e Santo André, no ABC paulista. A proposta é incentivar os empreendimento sustentáveis, diminuindo os custos de manutenção das instalações e do sistema público de esgoto. Há também a possibilidade de reverter renda para o condomínio com a venda do óleo usado, que poderá ser transformado em sabão, detergente ou sabonete por ONGs ou empresas especializadas que recolhem e pagam pelo material descartado.

Fonte: Uol