quinta-feira, 22 de abril de 2010

Alunos de escola capixaba desenvolvem projeto ambiental e criam roupas a partir do lixo

Alunos da Escola Dr. Jones dos Santos Neves, em Baixo Guandu, no Espírito Santo, estão desenvolvendo um projeto que transforma o lixo. Com o título “Do lixo ao luxo”, as atividades envolvem diversas disciplinas como Biologia, Física, Química, Artes e Matemática.

Em uma das ações, os estudantes criaram roupas a partir de materiais reciclados. As peças serão apresentadas em um desfile, que deve acontecer na primeira semana de maio. Os trabalhos de maior destaque, desenvolvidos durante o projeto, serão premiados na ocasião.

Cerca de 600 alunos estão envolvidos, criando outras peças além das roupas, como lixeiras, por exemplo. Estão sendo desenvolvidos ainda documentários e entrevistas. Os estudantes entrevistaram garis para conhecer os caminhos que o lixo percorre. Com estas informações eles estão elaborando gráficos e tabelas com os números referentes à produção de lixo na cidade.

Fonte: Ambiente Brasil

terça-feira, 20 de abril de 2010

A lenta morte dos oceanos


Gente, recebi este texto e gostei muito!!
Vale a pena dar uma lida!!

bjs a todos da Tatinha


É impressionante como nós seres humanos nos sentimos muito pequenos quando nos pedem para simplesmente recolher o lixo das ruas, limpar nossa sujeira nas praias, reciclar e assim por diante. Muitos de nós dizem que uma só pessoa colaborando não muda nada, logo a ação nem ao menos tem um inicio. De tempos em tempos isso vai aumentando, uns não fazem, outros também não, e quanto mais o tempo passa, nada muda.

Agora eu me pergunto, se nos sentimos tão pequenos para fazer ações cotidianas básicas que contribuem para a limpeza do ambiente e torná-lo harmônico e equilibrado, como nós “pequenos” seres humanos estamos aos poucos conseguindo ACABAR, ELIMINAR, DESERTIFICAR TODA FORMA DE VIDA DA IMENSIDÃO DOS OCEANOS?!

Os humanos estão arruinando vidas que nem ao menos chegaremos a conhecer. As águas profundas dos aceanos ocupam 90% de todo o volume, entre 200 e 7 mil metros submarinos, e podem abrigar até 100 milhões de espécies – mais do que em todo o resto do planeta. A essa profundidade, não há luz para sustentar o fitoplâncton. Portanto, só animais e bactérias circulam. Até os 1 000 metros ainda há um lusco-fusco. Abaixo disso, a escuridão é total. Faz frio, de até 3oC.

“Segundo a ONU, os mares estão em ruínas porque pescamos demais, produzimos lixo, gases do efeito estufa e esgoto demais e bagunçamos os ecossistemas. Pior: nem fazemos idéia do que está acontecendo lá embaixo em conseqüência disso. Ultimamente, aprendemos a pensar que o oceano está trasbordando de tanta água. Mas está acontecendo o contrário: ele está esvaziando, perdendo vida.”

O estudo do oceanógrafo americano Jeff Polovina estimou que, em 10 anos, 6,6 milhões km2 de área produtiva dos mares viraram desertos. Ele usou imagens de satélites que enxergam a “cor” do oceano (preto é o deserto, azul é mais produtivo e verde tem fitoplâncton abundante). E as manchas “pretas” se expandiram à velocidade de um estado do Texas por ano.

Uma das principais causas da lenta morte dos oceanos são as exorbitantes quantidades de gases do efeito estufa. A água do mar está mais quente. Assim, “a ressurgência [fenômeno em que as águas frias e profundas, ricas em nutrientes, sobem à superfície] está diminuindo, porque é mais difícil para a água fria se misturar a águas superficiais, que são quentes e leves”, explica Jeremy Jackson, um dos mais influentes ecologistas marinhos da atualidade. Isso afeta o suprimento de nutrientes na superfície e mata o fitoplâncton. Sem contar ainda a poluição pelo lançamento de esgotos não tratados, derramamento de óleos e produtos químicos, ou seja nossos belos e ricos mares e oceanos estão servindo de depósitos de lixos diversos.

“Recifes de corais são os sistemas mais vulneráveis ao exagero da emissão de carbono na atmosfera. Isso tem desesperado os cientistas. Corais estão para o mar como as florestas tropicais estão para a terra: são campeões de biodiversidade. Tais como as florestas, acredita-se que possam guardar tesouros em termos de substâncias potencialmente curadoras de doenças. Pelo menos dois remédios largamente utilizados por humanos – o AZT, coquetel contra o vírus da aids, e o Acyclovir, que combate o herpes – são derivados de componentes encontrados pela primeira vez em esponjas do mar. E a possibilidade de perder de vez essas riquezas antes mesmo de descobri-las não é pequena. “No Caribe, a cobertura viva de corais já caiu de uma média de 55% em 1977 para 5% em 2001, enquanto as macroalgas que os substituem aumentaram de 5 a 40%”, afirma Jackson. “Nas últimas décadas, a quantidade de corais vivos no mundo diminuiu entre um terço e mais de dois terços”, diz o ecologista marinho. “

“Enquanto não enxergarmos o que acontece nos oceanos, não vamos protegê-los. Dados da Organização Mundial do Turismo mostram que 80% do turismo mundial se concentra no litoral, sendo praias e recifes de corais nossos principais objetos de desejo. Talvez a esperada viagem de mergulho a Abrolhos ou a Fernando de Noronha seja a ficha que falta cair para percebermos que o ecossistema marinho tem um equilíbrio delicado. E que, enquanto bagunçamos todos esses ecossistemas e fazemos pesquisas para descobrir como reverter os estragos, os corais vão silenciosamente perdendo a cor.”

A pesca predatória é um outro agravante que reduziu em grande escala peixes maiores como baleias e tubarões. Quando aquela rede varre os mares, arrasta muitas espécies que não são para consumo, só se aproveita 10% do que é pescado ou ás vezes nem isso, o restante dos peixes que se prendem às redes acabam morrendo.

Precisamos alertar mais as autoridades, os governos e a população a olhar mais atentamente para os oceanos. A falta de conhecimento sobre o que esse imenso ecossistema representa para a vida na Terra, faz com que os humanos não deem importância, não valorizem as vidas que lá estão. Assim como precisamos de ar limpo para respirar e terra fértil para nos alimentar, os animais marinhos necessitam da água pura em todos os sentidos para sobreviver.

Podemos acompanhar mais dados no site do Planeta Sustentável que está com muitos artigos sobre os oceanos. Todas as informações deste texto foram retiradas de lá. Acesse: www.planetasustentavel.abril.com.br .

Vamos conscientizar o máximo de pessoas. NÃO SOMOS PEQUENOS, SOMOS BILHÕES POR TODO ESSE PLANETA!

Bruna Rosalem

Grupo recolhe 10 milhões de fragmentos de lixo das águas pelo mundo


Mais de 10 milhões de peças de lixo foram colhidas das correntes marítimas do mundo em um único dia ano passado, divulgou nesta terça-feira (13/4) o grupo Conservação Oceânica.

Para Philippe Cousteau, chinelos de praia que apareceram no Ártico da Noruega simbolizam a natureza global do problema do lixo marinho.

O relatório detalhou a quantidade e tipo de lixo que voluntários juntaram em um único dia de 2009, ao longo das costas de seis continentes e em correntes dentro dos continentes. Também informa que cerca de 80% do lixo marinho é gerado nos continentes.

Meio milhão de voluntários
No ano passado, 10.239.538 fragmentos de lixo foram recolhidos das costas e margens em um dia, 19 de setembro de 2009. Cerca de meio milhão de voluntários contribuíram para essa limpeza anual.

O dia da limpeza previsto para 2010 é 25 de setembro.

Mais de 40% do total foi coletado nos Estados Unidos, incluindo coisas como tampas de garrafas, embalagens de latas de cerveja, pontas de cigarro, máquinas de lavar, materiais de construção, fraldas, preservativos e lixo médico.
Os Estados Unidos tinham a maioria dos voluntários, quase o triplo do número nas Filipinas, país que compôs o segundo maior total deles.

Perigo
Cerca de 20% dos itens coletados representa ameaça à saúde pública, incluindo lixo médico contaminado por bactérias, ferramentas em geral, carros e tambores químicos, informa o relatório.
Alguns dos itens também são ameaça para animais marinhos, que podem ficar presos em redes e linha de pesca jogadas fora ou ingerir lixo plástico flutuante.
Enquanto os plásticos vão se acumulando nos oceanos, se parecem muito com organismos do plâncton, que formam a base da cadeia alimentar, diz Cousteau.
Costeau diz que esses plásticos contêm altos níveis de dioxinas, PCBs e outros compostos químicos que podem afetar os hormônios, e também impedir a ingestão de nutrientes, já que as criaturas marinhas acabam morrendo com os estômagos cheios de plásticos.

Fonte: Deborah Zabarenko da Reuters, em Washington para Folha Online

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Empresas terão de estabelecer metas de reciclagem


O Estado de São Paulo acabou de dar mais um passo à frente na questão da disposição adequada de resíduos. Com a Resolução SMA 24, de 30 de março, produtos considerados geradores de resíduos de significativo impacto ambiental foram apontados para que suas embalagens sejam recolhidas e destinadas adequadamente pelas empresas responsáveis pela sua fabricação, distribuição e importação.

Os fabricantes, distribuidores ou importadores dos produtos da lista publicada na resolução ficam obrigados a criar postos de entrega voluntária para os resíduos pós-consumo, orientar os consumidores quanto à necessidade de devolução dos resíduos pós-consumo, cumprir metas de recolhimento e declarar a quantidade de produtos listados produzidos, a quantidade de resíduos recolhidos e sua destinação no Sistema Declaratório Anual de Resíduos Sólidos.

O objetivo da resolução é ajudar a fechar o ciclo produtivo, assim reduzindo a emissão de resíduos, além de envolver as empresas e os próprios consumidores na destinação adequada desses resíduos. Aqueles que não cumprirem as metas poderão ser multados pela CETESB, em valores que ainda serão definidos.

Os produtos citados na resolução são:

* Filtros de óleo lubrificante automotivo;
* Embalagens de óleo lubrificante automotivo;
* Lâmpadas fluorescentes;
* Baterias automotivas;
* Pneus;
* Produtos eletroeletrônicos;
* Embalagens primárias, secundárias e terciárias de:

a) alimentos e bebidas;
b) produtos de higiene pessoal;
c) produtos de limpeza;
d) bens de consumo duráveis.

Fonte: Envolverde/Secretaria do Meio Ambiente

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Governo pretende organizar a "mais verde" das Copas do Mundo


"O Brasil terá a mais verde de todas as Copas". A frase do ministro do Esporte, Orlando Silva, indica a trilha que o governo pretende dar aos investimentos de infraestrutura para a Copa do Mundo de Futebol que o Brasil vai sediar em 2014. É verdade que a quatro anos do começo da festa a frase soa como intenção e marketing. Na semana passada, o ministro cobrou pressa das 12 cidades que devem reformar ou construir estádios e disse que está lento o acesso aos R$ 400 milhões que o BNDES está disponibilizando para cada uma das cidades que quiserem construir ou reformar sua arena. Mas ao Valor ele explicitou como o governo quer fazer da edição brasileira uma Copa sustentável.

A arquitetura verde esportiva leva em conta quatro tópicos básicos: estádios com certificação ambiental, prioridade ao transporte coletivo, uso de biocombustíveis e oferta de produtos orgânicos e promoção do ecoturismo.

Na construção ou reforma de seus estádios, as 12 cidades que devem ter jogos (Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), têm de apresentar uma certificação ambiental como requisito para que o projeto seja aprovado e os empréstimos do BNDES. A exigência está em sintonia com as sugestões da Fifa que "enfaticamente recomenda" selo verde nas arenas. Os estádios podem ter sistemas de aproveitamento de água da chuva, energia solar a partir de placas fotovoltaicas ou usar lâmpadas econômicas. As instalações sustentáveis podem representar aumento de até 5% no custo da obra.

Incentivar uma rede de arenas de última geração é só a cereja do bolo dos investimentos de uma Copa. O pessoal imagina o estádio e ponto. Mas as arenas são só 10% de um evento como este. Os outros 90% estão no acesso aos estádios, aeroportos, hotéis, na infraestrutura da cidade como um todo.

O valor atual estimado pelo governo de investimentos em aeroportos, estádios, mobilidade urbana, portos e rede hoteleira já bate em R$ 25 bilhões. Esta estimativa não engloba ainda investimentos em segurança e em telecomunicações.

Ao analisar os projetos de mobilidade urbana, o foco foi priorizar opções de transporte coletivo. Os projetos de mobilidade urbana estimam investimentos de R$ 12 bilhões. Para São Paulo, a intenção é ter um monotrilho que ligue o aeroporto de Congonhas, o metrô, os ramais ferroviários e o estádio do Morumbi. Manaus também deve ter seu monotrilho. A opção para Brasília e Fortaleza deve ser um VLT, veículo leve sobre trilhos. Em Pernambuco a ideia é uma requalificação do transporte ferroviário.

Nos próximos dias, os ministérios do Esporte e do Meio Ambiente vão anunciar uma estratégia de revitalizar os parques nacionais próximos às cidades da Copa. A ideia é promover o ecoturismo e o marketing de "Copa Verde". Perto de 600 mil turistas do exterior são esperados. Outro ponto será transportar as seleções com carros a etanol e servir produtos orgânicos.

Fonte: Valor Econômico

Sony lança linha ecológica de notebook – VAIO W ECO


São várias as empresas que buscam lançar alternativas ecológicas no desenvolvimento de seus produtos.

Na área de celulares já vimos alguns aparelhos como o LG Remarq, Samsung Reclaim e Blue Earth. Agora a Sony também lança sua linha verde de notebooks que utiliza-se de CDs e DVDs reciclados para desenvolvimento do aparelho e garrafas PET para produção da maleta que acompanha o aparelho.

O novo mini notebook tem 80% das peças plásticas feitas com material reciclado, a partir de CDs e DVDs descartados, e manual de instruções eletrônico, o que resulta em uma redução de 70% no uso de papel.

Outro diferencial é a sua embalagem: a caixa de papelão foi substituída por uma moderna bolsa de transporte, feita com tecido produzido a partir da reciclagem de garrafas PET. A substituição da caixa de papelão, além de reduzir o uso de papel, otimiza o transporte do produto e reduz a emissão de CO2 proveniente do transporte
.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Lixo reciclável por desconto na luz


O Anteprojeto “Reciclar: Vantagem para Você e o Meio Ambiente”, defendido na Câmara de Rio Branco pela vereadora Ariane Cadaxo (PCdoB) pode virar uma realidade para milhares de famílias de baixa renda do município.

A proposta visa a troca de lixo reciclável (latas, garrafas, papelão e outros) por bônus de desconto na conta de energia elétrica. O Anteprojeto foi pauta de várias reuniões nesta última semana, onde ficou definido que os pontos de coleta, pesagem, separação e destinação ficará com a Prefeitura Municipal e que toda a parte de sistematização e informatização do processo ficará com a Empresa de Eletricidade do Acre.

Fonte: Site Inteliência Ambiental